Home Data de criação : 08/05/20 Última atualização : 08/10/14 17:27 / 62 Artigos publicados

Menage à trois.  escrito em terça 14 outubro 2008 17:27

"Menage à trois" ou simplesmente "menage" é uma expressão de origem francesa que significa "mistura a três" e é utilizada para designar os relacionamentos sexuais entre três pessoas.

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Não gosto de sair aos domingos. A cidade fica chata, os programas são entediantes e as praias lotadas; acho que por tudo isso prefiro ficar no conforto do meu lar.

Mas esse domingo foi diferente. Resolvi sair com eles na condição de não voltar muito tarde (segunda é dia de branco, afinal.) e fiquei na dúvida se contaria ou não detalhes do meu dia das crianças aqui no blog.

Pois bem, resolvi contar e espero que minha irmã mais velha e o meu amigo - futuro psicólogo - não leiam este artigo.

Vamos ao que interessa:
Eles são casados e me adicionaram no Orkut meses atrás. Me ligaram algumas vezes (na verdade era sempre ele quem ligava; com ela nunca falei ao telefone) na intenção de me convencer a "qualquer dia desses" sair com eles.
Essa coisa de internet é meio sinistra e por muito tempo eu fiquei "enrolando" os dois. Mas essa semana resolvi seguir o meu sexto sentido e acreditar que os dois eram boas pessoas.

Vieram me buscar em casa umas 18:30 e durante todo o caminho fui conversando com ele e tentando puxar papo com ela (que aparentemente era mais calada). Quando chegamos ao apartamento deles, ela tomou um comprimido para dor de cabeça, conversou um pouco e foi tomar banho.

Nesse meio tempo já tínhamos ido pro quarto ouvir música (por que Faustão, ninguém merece!) e fiquei sozinha com ele.
Levei um susto quando chegou perto, me deu uns beijos, botou o "instrumento" pra fora da bermuda e disse: chupe e foi isso que eu fiz, afinal tinha ido para isso mesmo.

Ela saiu do banho de toalha, colocou uma camisola vermelha e veio sentar na cama com a gente (que no momento estávamos conversando). Ficamos os três bem perto aos beijos e em carícias recíprocas.

Ela tirou a blusa dele, depois ambos vieram tirar a minha. Fiquei com ela um tempão enquanto ele olhava.
Uma hora ela disse: você quer que ele te foda primeiro? Eu disse que preferia que ela começasse.

Nesse intervalo eu beijava os dois. E ela dizia: daqui a pouco é a sua vez, você vai gostar, ele tem um pau muito gostoso.
Quando ela acabou foi a minha vez. E ela dizia ao marido: foda ela direito viu? e me perguntava se eu estava gostando e se ele estava fazendo tudo certo.

Depois de ficar em baixo, ficar em cima, de quatro e por aí vai; "concluímos" a brincadeira. Cada um foi tomar seu banho e eles vieram me deixar em casa.

Na volta eu e ela não paramos de conversar um segundo (por coincidência ela é formada em Letras, então já viu né?)
E como se nada tivesse acontecido, me despedi, agradeci, retribui os elogios e entrei em casa.

No dia seguinte entrei no orkut e tinha um depoimento dizendo que eles tinham adorado e que quando eu quisesse era só falar.

 

> Só para deixar claro: tudo com camisinha viu gente?

 

 

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Cantadas Baratas.  escrito em sábado 11 outubro 2008 20:41

"Oi gatinha, você vem sempre aqui?", "Você é a nora que a minha mãe pediu a Deus", "Acredita em amor a primeira vista?" e por aí vai.

Quem nunca ouviu pérolas como essas que atire a primeira pedra. Ontem mesmo sai com umas amigas e tive que ouvir se eu acreditava em amor à segunda vista. Aí eu fico me perguntando: será que em algum momento da história alguém caiu nesse tipo de frases prontas?

Eu gostaria de entender o que se passa na cabeça desses doidos para ter coragem de abrir a boca e soltar sequências fônicas deploráveis como as que foram citadas.

Cantadas comigo nunca deram certo - nem na época em que eu era um patinho feio. Antes de tudo a gente come com os olhos. Se a "refeição visual" for recíproca, o cidadão (normalmente) vê a forma mais coerente e chega junto.

Se for mais um daqueles que vem com as frases anotadas num caderninho, ele é descartado na hora. Se for um inteligente que sabe usar a criatividade e a lábia - que deveria ser pré-requisito para ser do sexo masculino - nós passamos para a parte da refeição física (beijos, amassos e afins).

 

 

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Bebedeira.  escrito em sábado 04 outubro 2008 15:46

Em julho do ano passado eu conheci meu ex- namorado e aumentei quase em 100% a minha resistência com cerveja. Os amigos dele eram da farra e eu, como também gosto de uma gandaia, não ficava atrás.

Ele saia com os amigos deles e eu com as minhas. As vezes saiamos todos juntos e bebiamos até dizer chega, mas eu sempre soube o meu limite (quando os dedos das mãos começavam a ficar dormentes, era hora de parar).

Esse ano a faculdade começou e junto com ela a percepção de que algumas coisas precisavam mudar. Terminei o namoro e a bebida foi diminuindo inconscientemente, por que era sempre eu que dirigia.

Nas férias de julho eu sai todos os finais de semana e bebi em todos. Até fumei algumas vezes (hábito horrível, nojento e nocivo que eu e a minha amiga abandonamos). Em um desses finais de semana eu, ela e a prima dela fomos a uma boate.

Bebemos, batemos papo com os bar mans (como sempre :X), dançamos e acabamos no banheiro colocando tudo para fora. Ela ficou mal e eu morrendo de sono (a prima não bebeu muito).

Nesse dia ela me prometeu que não ficaria mais naquele estado e que o cigarro estava fora das nossas saidas. Concordei e a partir dai quase não bebemos mais.

Onde eu quero chegar com isso tudo? Na sexta-feira passada. ;D
A prima da minha amiga estava fazendo aniversário e resolvemos sair. Eu estava dirigindo, então fiquei na água e no refrigerante.

Ela pediu uma cerveja que não aguentou beber e depois ficou insistindo para que nós pegássemos o club da vodca (uma garrafa de smirnoff com dois energéticos). Odeio vodka com energético e essa smirnoff não me trás boas recordações.

Mesmo assim falei que ia dividir com elas o 'prejuízo', afinal a menina tava fazendo aniversário e eu não sou mão de vaca.

Para resumir a história: Ela bebeu a tal da vodca como se fosse água e de repente estava sentada na cadeira chorando, me abraçando e dizendo que queria ser feliz; papo de bêbado! (ela estava assim por que o namorado dela mora em são paulo e no momento está fora do país, mas para mim não justifica).

Depois da choradeira ela ficou bem, como se nada tivesse acontecido. Começou a dançar, beber de novo (sendo que eu já tinha dito para ir devagar) e levantar a blusa.

De repente sentou e disse que estava com vontade de vomitar. Só deu tempo de falar isso por que em seguida abaixou a cabeça e começou a colocar tudo pra fora.

Todo mundo olhando! Eu segurava o cabelo dela e minha amiga tentava fazer com que ela não se melasse tanto.

Foram ao banheiro e eu fiquei esperando. Demorou e minha amiga voltou para me levar onde a prima dela estava. Quando olhei pra menina fiquei com medo: a cara estava pálida, o cabelo todo assanhado, a maquiagem borrada e ela inconsciente.

Paguei a conta rápido e minha colega pegou ela nos braços. Um cara veio ajudar a carregá-la e levou até o carro.

Ela foi o caminho todo deitada no banco do fundo em um sono profundo e cheio de delírios. Quando cheguei na casa delas ajudei minha amiga a tirá-la do carro, a levar pro apartamento (não tem elevador e elas moram no último andar ¬¬), colocar na cama e trocar a roupa.

 

No outro dia ela não lembrava de nada. Não sabia como tinha chegado em casa nem o que tinha feito lá no bar.

O que eu sei é que homem bêbado é horrível e mulher é mais ainda. Se não aguenta beber, não beba. O que ela fez foi uma falta de respeito com ela e com a gente.

 

 

 

 

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Não Existe Plenitude.  escrito em sexta 03 outubro 2008 17:24

Eu amo literatura e essa semana pude ter duas das melhores aulas que já tive na vida. Falamos de Freud, de Lacan, de mitologia (Édipo, Narciso, Adão e Eva...), e é incrível como tudo se relaciona com a literatura.

Foi em uma dessas aulas que o conceito de plenitude foi abordado.
Só somos plenos enquanto estamos no ventre de nossas mães. Lá estamos protegidos, confortáveis e despreocupados.

Quando nascemos, inconsciente, queremos voltar para aquele lugar onde nós éramos o centro das nossas atenções e das atenções do outro. Aqui fora as coisas são diferentes. Chega um determinado momento em que precisamos simbolizar o que queremos, precisamos clamar pela atenção que, de início, tínhamos com exclusividade.

Durante toda a vida vamos buscando incansavelmente essa plenitude que - no fundo - sabemos que não existe. Somos seres insatisfeitos!

A comida não está boa, o namorado é cheio de defeitos, os pais pegam no pé, a obrigação e a responsabilidade perseguem, etc, etc, etc. Queremos e queremos sempre mais.

Só fomos plenos uma vez na vida - enquanto estávamos no ventre. E só o seremos novamente quando morremos.

O bom da vida é a busca, o desejo, a paixão, a dificuldade. Quem está completo não faz mais nada, apenas se acomoda e acomodar-se é morrer aos poucos.

 

 

P.S's:
- Eu dei uma 'viajada' nesse texto, desculpem! É por que quando se trata de literatura eu fico empolgada.
- Juro que vou tentar atualizar diariamente e visitar o blog de vocês.
- Carolzinha, meu bem. Eu fui no seu blog para comentar e pra olhar a sua/nossa "nova casa", mas o computador deu um pane que não quis nem ligar depois. Tive que mandar pra o cara olhar (de novo ¬¬) .
- Obrigada pelas visitas, mesmo com a minha ausêncis constante.
- Manuuh... cadê você? ¬¬ rsrsrs..

 

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Telefone Sem Fio.  escrito em terça 23 setembro 2008 14:26

Já disse uma vez aqui e vou repetir: odeio telefone!

Quando ele toca sinto raiva, incômodo, vontade de ter nascido na época que ele foi inventado para matar a pessoa que teve o lapso de apresentar uma coisa dessas ao mundo, e por aí vai.

-> Salvam-se algumas excessões, lógico! Quando tenho algum tipo de interesse sentimental - por exemplo - atendo às ligações cheia de simpatia. (Risos!).

 

Mas não é disso que vou falar. O telefone já está aí mesmo e povo é viciado nele (gosto é igual a braço, tem gente que não tem!).

O telefone ao qual me refiro no título do artigo é aquele que gera os comentários, boatos, fofocas e afins. Quando éramos crianças, havia uma brincadeira com o mesmo nome, lembram? 

Era mais ou menos assim: Eu digo alguma coisa no ouvido da Mandy; que diz para a Insopitável; que diz para a Carolzinha; que diz para o Wc Men.
Ele diz o que ouviu para a Karina; que diz para a Lorena, que cai na gargalhada e diz para a Camila, que diz para a Cintia.

Quando a Cíntia vai repetir em voz alta o que ouviu (já que foi a última da fila), o que eu disse de início já se transformou em uma coisa completamente diferente.

Na vida essa "brincadeira de criança" é bem real. A curiosidade faz parte da essência do homem e consequentemente a fofoca também. Claro que existem fofocas e fofocas. Algumas são engraçadíssimase e eu não vou ser hipócrita: adoro quando alguém vem me contar alguma coisa hilária de alguém (ou de si).

O tipo de informação que eu me recuso a receber é aquela que tem a intenção de prejudicar o outro. A gente sente logo quando o comentário é maldoso ou invejoso - e para esses a minha resposta é o silêncio.

 

Não existe alguém que nunca tenha feito um  comentário sobre outra pessoa (seja uma roupa que está horrível ou um odor insupórtavel) ou que tenha contado alguma coisa que ouviu com mais umas vírgulas e umas interpretações pessoais.

Se você acha que não está incluído nisso que foi escrito aqui em cima; meus pêsames: além de fofoqueiro, você é mentiroso.

 

 

 

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